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Praticando o jornalismo desde 2019 — ou, até então, tentando.
Passeata dos Cem Mil, manifestação organizada pelo movimento estudantil em 26 de junho de 1968, foi a maior demonstração pública de protesto desde o golpe (Foto: Evandro Teixeira)

Das duas, uma: ou você cresceu com pais e avós que exaltavam o regime militar ou com familiares que abominavam veementemente os anos de chumbo. Independente da situação, é fato: não há nada para se comemorar sobre o período. Nada. Nenhum aspecto. Não importa o que direitistas, militares, conservadores ou reacionários tentam te falar — nós, como povo brasileiro, como seres humanos, não podemos exaltar uma fase da história que ficou conhecida pela tomada de liberdade, pela tortura, pela repressão e pela censura. Bem, esse foi o ponto inicial. Agora vamos lá.

Você deve ter visto mais uma das cotidianas…


Em 1966, a revista Times questionou “Deus está morto?” (Arte: Caroline Campos)

Por Caroline Campos e Emanuele Almeida

Você já ouviu falar que a Xuxa fez pacto com o Diabo? Ou que livros como Harry Potter e jogos como D&D aliciam criancinhas para serem sacrificadas em nome do tinhoso? Por muitos anos, essas lendas urbanas aterrorizaram pais e mães de crianças e pré-adolescentes, que acabaram desenvolvendo medos bizarros de tomar Coca-Cola ou brincar de Hello Kitty, já que esses produtos supostamente te presenteavam com uma passagem só de ida para o inferno.

A sociedade é rodeada desses tipos de convenções preconceituosas e sem fundamento que, passadas de geração a geração, nos condicionam…


No contexto em que a pandemia paralisou também as paradas ao redor de todo o Brasil, cada vez mais as marcas tentam uma aproximação virtual com seus consumidores (Arte: Vinícius Santos)

Por Vinícius Santos e Caroline Campos

Entra junho, conhecido como o Mês do Orgulho LBTQIA+ e, com ele, chega um batalhão de marcas e produtos utilizando a bandeirinha de arco-íris. Acompanhado das campanhas de marketing, os questionamentos também aparecem: você sabe o que é Pink Money? O termo, que se popularizou na última década, é usado para caracterizar a comercialização de produtos e serviços específicos para o público LGBTQIA+…


Entrevista realizada originalmente no dia 4 de junho de 2019

Na terça-feira do dia 4 de junho, em entrevista exclusiva na sede da TV Guarulhos, onde apresenta o telejornal diário “Espalha Fatos”, na cidade de Guarulhos — SP, Hermano Antônio Henning, de 73 anos, surpreende ao afirmar: “Hoje eu gosto mais de criar cavalos”.

Jornalista desde 1964, período em que o Brasil entrava em uma ditadura militar, Hermano possui uma extensa carreira, com passagens pela Rede Globo, como correspondente internacional, e pelo SBT, como âncora.

Nascido em Guararapes, interior de São Paulo, ele cursou Direito na Faculdade de Direito de…


Unidade Pink faz parte da atração mais antiga do país e sofre com os efeitos da quarentena

A entrada já não recebe visitantes há seis meses (Foto: Vitor Tenca)

Texto por Caroline Campos/Fotos por Vitor Tenca

A fachada não deixa dúvidas. “Circo Stankowich — tradição desde 1850” estampa todos os trailers e caminhões na Unidade Pink, localizada desde março em Mairiporã, SP. O circo é o mais antigo em atividade no país, desde que Pedro Stankowich desembarcou na América Latina, fugindo de uma guerra lá na Romênia. Na sexta geração da família, a unidade é encabeçada por Marlon Stankowich, tataraneto de Pedro.

Os artistas estavam prontos para dar início a mais uma…


Foto: Lalo de Almeida

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro exalta o gigante pela própria natureza pós-indepedência, o Pantanal arde em chamas. Acostumados a se importar apenas com as onças-pintadas das notas de R$ 50, o presidente e sua trupe — menção desonrosa a Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente — gargalham às custas da destruição de um dos biomas mais biodiversos do mundo.

De acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), foram mais de 10.000 focos de incêndio só de janeiro pra cá. Cerca de 12% da região já foi destruída, o equivalente a 12 cidades de São Paulo. Os animais morrem…


Gil Campos talks about the daily journalism practice and his professional experience

By Caroline Campos, Carolina Capucho, Bruno Lopes and Vinícius Santos

Translated by Caroline Campos

Original published on november 13th, 2019

Gil Campos in his office, which he describes as “red as hell” — Caption by Caroline Campos

“The newsroom is a crazy people factory”. That is how Gil Campos, journalist for 30 years and editorial director at the communicational group MGCom, refers to his workplace. MGCom is nowadays one of the most important groups in Sao Paulo and includes Estação and Guarulhos Hoje, both daily newspapers, and Jornal do Farol, weekly. Through pre-established contacts and availability of his reception, the interview was performed at company…


Dei liberdade para a Ana fazer o que ela quiser que viesse a mente dela. O resultado foi esse. Eu a amo.

Eu vejo um corpo morto no tapete. O lábio já roxo, os olhos abertos encarando a parede azul-mar que cerca todo o quarto, o sangue ainda escorrendo. As coisas inacabadas se amontoam na escrivaninha. Livros, papéis, trabalhos, todos se resumem em nada. Olho de novo — o corpo ainda está morto. Nenhum espasmo. Nenhum sinal. Nada além do silêncio brutal e definitivo que a morte traz. Me pergunto o porquê e dou risada. Ora, se existisse essa resposta, que loucura viveríamos! Mas estamos fadados a nunca desvendar. Acredito que se o fizéssemos, parávamos de viver. Viveríamos para morrer. Um milhão…


Gil Campos comenta sobre a prática diária jornalística e sua experiência profissional

Por Caroline Campos, Carolina Capucho, Bruno Lopes e Vinícius Santos

Gil Campos em sua sala, que ele caracterizou como “vermelho da cor do inferno”— Foto: Caroline Campos

“A redação é uma fábrica de loucos”. É assim que Gil Campos, jornalista há 30 anos e diretor de redação do grupo comunicacional MGCom, caracteriza seu local de trabalho. O MGCom, hoje um dos mais importantes grupos da Grande São Paulo, abrange os jornais Estação e Guarulhos Hoje, ambos diários, e o Jornal do Farol, semanal. Através de contatos pré-estabelecidos e da disponibilidade de recepção, a entrevista foi realizada na sede da empresa, na cidade de Guarulhos, região…


Especialistas afirmam que a produção nacional é vítima de preconceito intrínseco às classes sociais no país

Cinema de rua nos anos 50, em São Paulo

Cannes, 2019. “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, do cearense Karim Aïnouz, vence a mostra “Um Certo Olhar”. O pernambucano “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, leva o Prêmio do Júri. Os filmes nacionais foram destaques honrosos na última edição do festival francês. O cinema brasileiro brilha mais do que nunca. No entanto, nem todo o prestígio internacional consegue alterar a errônea reputação atribuída ao nosso cinema dentro do próprio país.

Os estereótipos variam. Há quem diga que filme nacional só tem…

Caroline Campos

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